Dica de pesca (Iscas naturais)
Corrupto
Nome científico: Callichirus major
É um crustáceo cavador e uma excelente isca para pesca de peixes marinhos.
Onde encontrar:
- Praias rasas em areias finas;
- Podem ser comprados em praias por caiçaras por R$0,60 a R$1,00/unidade congelado ou fresco.
Como iscar:
- Corrupto inteiro: utiliza-se anzol Wide Gap 1/0, entrando pelo dorso, passando pelo interior do corpo e saindo perto da traseira, de modo a deixar as patas expostas e para não desprender do anzol na hora do arremesso, amarre-o com linha elástica sem apertá-lo muito e certifique se o mesmo esteja firme.
- Corrupto inteiro: posicione o anzol no meio do corrupto e dobre a outra parte. Use linha elástica no meio, de modo que a cauda e a cabeça fiquem livres.
- Corrupto em pedaços: utilize anzol 18, fincar o pedaço até o fim do anzol e prenda-o com linha elástica primeiramente só a parte de cima do anzol. Depois de preso, dobre o restante do pedaço do Corrupto sobre o anzol e finalize novamente com a linha elástica, para que o mesmo não se solte na hora do arremesso.
Peixes que são pescados com Corruptos:
Robalos, Corvinas, Bonitos, Betaras etc.
Dicas:
Durante a pescaria, coloque-os dentro de uma garrafa plástica de 1,5 L e colocar ¼ de com sal grosso, ou completada com a própria água do mar. Duram em média 1 hora e meia a 2 horas.
Para conservar o Corrupto, basta secá-los e envolvê-los com sal de cozinha. Depois é só
colocar no congelador e ele estará pronto para próxima pescaria.
Curiosidades:
São chamados de corruptos porque são fartos, não aparecem e são difíceis de capturar.
Vivem em praias rasas de areia fina, próximos à linha d'água, em profundas tocas verticais escavadas na areia. Geralmente seus buracos ficam expostos quando a maré está baixa e quanto maior o buraco, maior o animal que nele habita. Cada indivíduo pode atingir até 20 cm de comprimento.
A fêmea do corrupto é identificada pela bolsa laranja onde carrega as ovas.
PontoDaPesca
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quarta-feira, 21 de junho de 2017
Dica de pesca (Iscas naturais)
Sardinha
Uma das iscas mais utilizadas.
Nome cientifico: Sardina pilchardus.
A Sardinha é uma das iscas mais utilizadas pelos pescadores, principalmente na pesca dos peixes predadores. Em alto mar utiliza-se, mais comumente, a sardinha inteira e também em pedaços, como na pescaria costeira.
Onde encontrar:
Podem ser encontradas em supermercados e peixarias com preços que variam entre R$5,00 a R$12,00 kg congelada ou fresca.
Como iscar:
1- Sardinha inteira com empate de aço e garateia:
Antes de fixar a linha no empate, atravesse o empate pela sardinha começando pela boca;
Enrole a Sardinha com linha elástica de silicone;
Utilize vários conjuntos com giradores e snap, para agilizar nas trocas das iscas.
2- Sardinha inteira com chumbada solta, empate de aço e anzol:
Atravesse o anzol pelos olhos;
Puxe o empate ate dois terços do comprimento da Sardinha;
De meia volta e fisgue o anzol próximo a cauda.
3- Sardinha em pedaços com chicote de dois ou três anzóis:
Simplesmente fisgue os pedaços de Sardinha com os anzóis.
4- Filés de Sardinha com chicote de dois ou três anzóis:
Enrole o file em forma de espiral;
Fisgue nos anzóis;
Prenda com linha elástica de silicone.
Peixes que se pesca com Sardinha:
Bicuda, Badejo, Corvina, Dourado do Mar, Garoupa, Salmão, Xaréu, Arraia, Anchova etc.
Dicas:
Uma forma de manter a isca mais firme e fresca é levá-la congelada.
Enrolar a Sardinha em folhas de jornal ajuda na conservação antes da pescaria.
Outra forma de conservação é passar fubá, que absorve o excesso de líquidos.
Curiosidade:
O nome “Sardinha” faz referência ao local de origem, a região da Sardenha, ilha localizada no Mar Mediterrâneo a oeste da Itália.
Dificilmente fisgadas com anzol e facilmente com tarrafas e redes.
Com cardumes mais dispersos na época de reprodução, as Sardinhas fêmeas chegam a pôr 60.000 ovos, e preferem desovar próximo à costa e ao pôr do sol, onde a temperatura da água e alimentação são ideais, retornando, mais tarde, para o alto mar.
Durante o época de reprodução, ou seja, período de Defeso, a pesca amadora e comercial são temporariamente proibidas. O período do Defeso da Sardinha vai de 15 Junho a 31 de Julho e 01 de Novembro a 15 de Fevereiro, nesse período ficam proibidos a captura, o transporte, o desembarque, o armazenamento, a salga e a comercialização da Sardinha.¹
Alem de saborosa e acessível ao consumo humano a Sardinha também é muito nutritiva, possui diversos nutrientes como:
Ômega 3;
Ácidos graxos;
Fósforo;
Cálcio;
Potássio;
Ferro;
Magnésio;
Selênio;
Iodo;
Cobre;
Zinco;
Vitaminas A, D, E e as do complexo B.
Referência
1 - Sistema Ambiental Paulista - Governo do estado de São Paulo.
Pesca no inverno em rios
Oficialmente, o inverno inicia-se em junho com o término em setembro. Embora vivemos em um país tropical, nas regiões Sul e Sudeste como o frio é mais intenso, podem interferir na vida dos seres vivos. Com os peixes não é diferente. É bem simples: no frio, os peixes reduzem todas as atividades do corpo, principalmente a alimentação. Com as temperaturas baixas, eles nadam menos e às vezes param totalmente de comer. Assim, não existe isca que o peixe morda, o que torna a pescaria no inverno uma aventura quase sem garantias de bons resultados.
Todos os tipos de peixes tem sua característica biológica, são “pecilotérmicos”, isto é, que a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura da água. Eles controlam essa temperatura subindo e descendo as colunas de água do rio, sendo assim, encontra uma profundidade em que a temperatura lhe é mais agradável.
Mas isso não quer dizer que nessa época não se consegue pescar nenhum tipo de peixe, veja alguns exemplares abaixo que se adaptam bem às temperaturas mais baixas.
Black bass
O black bass é uma espécie introduzida no Brasil na década de 1920. Oriundo da América do Norte, o bass está muito bem adaptado ao frio.
No Inverno, procura o leito dos rios em busca de uma zona térmica mais confortável. É normalmente nesse local que o pescador tem mais chance de capturá-lo.
Essa é uma boa época para testar as técnicas de finesse e deep crank bait, porque os peixes estão mais lentos e atacam a isca ora pela apresentação mais natural, ora por reação. Então, temos que buscá-los de maneira mais estratégica.
Dica: As baixas temperaturas fazem com que o Black Bass se desloque para locais mais fundos. Para uma boa pescaria, utiliza-se as seguintes iscas: Rubber jig, Jig head, Down Shot, Split Shot, Jig Wacky, Neko, Jerkbaits e Crankbaits.
Carpa
São de origem da Ásia, Europa e África e moradoras de diversos lagos e rios do Brasil, as carpas também são “friorentas”. Quando a temperatura varia entre 15º C e 17ºC elas ficam mais ativas e podem tomar a linha do seu molinete ou carretilha com muita facilidade.
Dica: O ideal é que você arremesse sua linha o mais longe da costa possível, é lá onde as Carpas preferem ficar. Com um anzol a 20 ou 30 centímetros linha abaixo da bóia, será muito fácil fisgá-las.
Catfish
Originário dos Estados Unidos da América, o Catfish vem sendo uma espécie de grande potencial para a região de Santa Catarina. Uma das vantagens que ele tem demonstrado é sua versatilidade em se adaptar muito bem ao clima desta região. A faixa de temperatura para
cultivo dessa espécie é de 22 a 28°C, mas os peixes podem suportar temperaturas de até 16°C.
Além de suas características desejáveis, o Catfish tem conquistado um público crescente devido às suas qualidades de carne nobre. É uma espécie carnívora que se adapta bem a alimentação com ração e é uma espécie resistente a falta de oxigenação.
Dica: Coloque sempre a vara em um suporte bem firme, já que muitas vezes o catfish morde a isca e sai em disparada tomando o equipamento com muita facilidade.
Truta
Os amantes do fly podem tirar proveito do Inverno se o alvo são as trutas. Para elas, se a temperatura variar entre 10ºC e 12ºC melhor ainda (o calor nunca favorece a truta). O peixe só ficará inativo com a temperatura abaixo dos 5ºC.
Mas se o pescador não for muito fã do fly, ele pode ficar tranquilo. Equipamentos leves com o uso de molinetes e spinners tamanho 1 e 2 também podem garantir bastante divertimento.
Um bom local para pescar trutas são as regiões montanhosas, como em Santo Antônio do Pinhal (SP).
Dica: Três iscas bastante populares para fisgar a Truta são as minhocas vivas, ovas de salmão e grãos de milho em conserva.
Oficialmente, o inverno inicia-se em junho com o término em setembro. Embora vivemos em um país tropical, nas regiões Sul e Sudeste como o frio é mais intenso, podem interferir na vida dos seres vivos. Com os peixes não é diferente. É bem simples: no frio, os peixes reduzem todas as atividades do corpo, principalmente a alimentação. Com as temperaturas baixas, eles nadam menos e às vezes param totalmente de comer. Assim, não existe isca que o peixe morda, o que torna a pescaria no inverno uma aventura quase sem garantias de bons resultados.
Todos os tipos de peixes tem sua característica biológica, são “pecilotérmicos”, isto é, que a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura da água. Eles controlam essa temperatura subindo e descendo as colunas de água do rio, sendo assim, encontra uma profundidade em que a temperatura lhe é mais agradável.
Mas isso não quer dizer que nessa época não se consegue pescar nenhum tipo de peixe, veja alguns exemplares abaixo que se adaptam bem às temperaturas mais baixas.
Black bass
O black bass é uma espécie introduzida no Brasil na década de 1920. Oriundo da América do Norte, o bass está muito bem adaptado ao frio.
No Inverno, procura o leito dos rios em busca de uma zona térmica mais confortável. É normalmente nesse local que o pescador tem mais chance de capturá-lo.
Essa é uma boa época para testar as técnicas de finesse e deep crank bait, porque os peixes estão mais lentos e atacam a isca ora pela apresentação mais natural, ora por reação. Então, temos que buscá-los de maneira mais estratégica.
Dica: As baixas temperaturas fazem com que o Black Bass se desloque para locais mais fundos. Para uma boa pescaria, utiliza-se as seguintes iscas: Rubber jig, Jig head, Down Shot, Split Shot, Jig Wacky, Neko, Jerkbaits e Crankbaits.
Carpa
São de origem da Ásia, Europa e África e moradoras de diversos lagos e rios do Brasil, as carpas também são “friorentas”. Quando a temperatura varia entre 15º C e 17ºC elas ficam mais ativas e podem tomar a linha do seu molinete ou carretilha com muita facilidade.
Dica: O ideal é que você arremesse sua linha o mais longe da costa possível, é lá onde as Carpas preferem ficar. Com um anzol a 20 ou 30 centímetros linha abaixo da bóia, será muito fácil fisgá-las.
Catfish
Originário dos Estados Unidos da América, o Catfish vem sendo uma espécie de grande potencial para a região de Santa Catarina. Uma das vantagens que ele tem demonstrado é sua versatilidade em se adaptar muito bem ao clima desta região. A faixa de temperatura para
cultivo dessa espécie é de 22 a 28°C, mas os peixes podem suportar temperaturas de até 16°C.
Além de suas características desejáveis, o Catfish tem conquistado um público crescente devido às suas qualidades de carne nobre. É uma espécie carnívora que se adapta bem a alimentação com ração e é uma espécie resistente a falta de oxigenação.
Dica: Coloque sempre a vara em um suporte bem firme, já que muitas vezes o catfish morde a isca e sai em disparada tomando o equipamento com muita facilidade.
Truta
Os amantes do fly podem tirar proveito do Inverno se o alvo são as trutas. Para elas, se a temperatura variar entre 10ºC e 12ºC melhor ainda (o calor nunca favorece a truta). O peixe só ficará inativo com a temperatura abaixo dos 5ºC.
Mas se o pescador não for muito fã do fly, ele pode ficar tranquilo. Equipamentos leves com o uso de molinetes e spinners tamanho 1 e 2 também podem garantir bastante divertimento.
Um bom local para pescar trutas são as regiões montanhosas, como em Santo Antônio do Pinhal (SP).
Dica: Três iscas bastante populares para fisgar a Truta são as minhocas vivas, ovas de salmão e grãos de milho em conserva.
terça-feira, 13 de junho de 2017
Xaréu
O peixe duro na queda.
Nome científico: Caranx hippos
Podendo alcançar 1 m de comprimento e a pesar 25 kg. Os jovens são geralmente encontrados em grandes cardumes medindo entre 50 a 70 cm pesando cerca de 7 kg.
Onde pescar:
São encontrados por todo o litoral brasileiro em águas rasas e abertas incluindo as praias arenosas, costões rochosos, baías, ilhas oceânicas.
Como pescar:
- Pequenos exemplares podem ser fisgados próximos a ilhas e costões;
- Grandes exemplares, pesca de corrico, em alto mar.
Equipamentos:
- Equipamento média/pesada;
- Vara para linhas de 10 a 25lbs, carretilha ou molinete com capacidade em armazenar 100m de linha monofilamento;
- Anzóis com tamanho variando entre 2/0 e 6/0;
- Chumbada será necessário se tiver correnteza, peso mínimo de 125g e aumentando gradativamente.
Iscas:
Sardinhas, Paratis, Tainhas, Lulas, Crustáceos, nas artificiais, utiliza-se jigs de metal e plugs de superfície e meia água.
Dicas:
A melhor forma de capturar esse peixe é no corrico, com iscas de sardinha e parati. Quando o cardume está na superfície, usa-se plugs ou colheres. Quanto mais rápido a isca for recolhida, mais fácil o ataque.
A melhor época do ano para a pesca do Xaréu são os meses quentes, grandes exemplares podem ser capturados, por isso mantenha sempre a embreagem de seu equipamento bem regulada. Grandes poppers são atrativos, especialmente quando se pesca sobre parcéis e nos costões. As iscas metálicas e os jigs de penas e pêlos também rendem ótimos resultados.
Curiosidades:
É um grande troféu a qualquer pescador amador e muito famoso por brigas memoráveis.
Esses peixes são muito confiantes e frequentemente aproximam-se de mergulhadores em grupos de jovens.
Um dado curioso é que ao serem retirados da água emitem roncos atritando os ossos da faringe.
Anualmente, os adultos fazem migrações do sul para o norte do país para se reproduzirem. É nestas ocasiões que são capturados em grandes quantidades no nordeste por causa das suas ovas.
Peixe-galo
O bom de briga.
Nome científico: Selene setapinnis.
Alcança até 60 cm de comprimento e a pesar 4,5 kg.
Onde pescar:
É encontrado em toda costa do Atlântico, do Canadá ao Uruguai, no Brasil em todo o litoral.
Como pescar:
Pescaria de espera, em estuários, praias, baías abertas, costões e próximos a piers.
Equipamentos:
- Equipamento leve a médio;
- Linhas que suportem 10 a 20 lbs de n° 0,20 a 0,35mm, 100m, monofilamento;
- Anzóis n° 4 a 8;
- Chumbada de até 160 g.
Iscas:
- Minhoca de praia, Tatuíra, Camarões e Sardinhas;
- Iscas artificiais: Jigs variados e Plugs de meia-água.
Dicas:
Como é um peixe que também se é fisgado na praia, recomenda-se a pesca no começo do dia ou fim de tarde, pela manhã cedo antes das 5h00 e na parte da tarde às 15h00, por causa da maré baixa, os benefícios de se pescar nesses horários são de que você vai ter tempo hábil de montar seu material, o vento vai estar sempre brando em relação a outros horários, vai poder efetuar ótimos e precisos arremessos, menos desperdícios de iscas devido ao calor, evitar a perda de materiais arremessando contra o vento forte e por fim ter uma boa qualidade de peixes e adquirir uma ótima experiência.
Utiliza-se chicotes e pernadas, como se trata de um peixe encontrado do fundo à meia-água, faça um chicote mais comprido com dois rotores para explorar ambas as faixas de profundidade.
Pescarias de longos arremessos, como pesca de praia ou costeiras, na pesca do peixe-galo, recomenda-se o uso de molinete.
Curiosidades:
Quando adultos normalmente encontrados perto do fundo das águas costeiras e formam grupos de poucos indivíduos, aos pares ou solitários.
Na pesca esportiva, excelente para quem gosta de uma boa “briga”, tem fisgada forte, e sua força pode enganar parecendo um peixe maior.
Nos períodos de desova gostam de ficar em mar aberto facilmente encontrado próximo de algas, onde seus ovos são fixados.
O corpo achatado do peixe-galo torna-o quase invisível quando visto de frente, permitindo que se aproxime de suas presas sem ser notado, atacando-as através das suas mandíbulas muito extensíveis.
Sua carne é muito saborosa, porém, ainda pouco comercializada. As vantagens de se consumir o peixe galo são variadas, pois sua carne é considerada relativamente magra, bastante rica em ácido graxo e ômega 3.
Devido ao seu formato e beleza exuberante, o peixe-galo também faz sucesso entre os adeptos do aquarismo. Exemplares jovens, de cinco a dez centímetros, são muito cobiçados no mercado ornamental.
Também conhecido por Galo-branco em Pernambuco, Cara de Caballo em Cuba, Corcobado em Portugal, Lune na Guiana Francesa e Pesce Ascia na Itália.
Namorado
O peixe dos apaixonados.
Nome científico: Pseudopercis numida
Em inglês chama-se sandperch, podem medir 1 m de comprimento, ultrapassar 3 kg e viver até 30 anos. São excelentes peixes esportivos e proporcionam ótimas brigas ao serem fisgados.
Onde pescar:
São encontrados no Sudoeste do Atlântico, em todo litoral do Rio de Janeiro até à costa de Santa Catarina, Argentina e Uruguai.
Como pescar:
- Pescaria de fundo, próximo à costa e rochas;
- Pescaria de arremesso com iscas artificiais, próximo às margens rochosas e recifes de corais.
Equipamentos:
- Médio/Médio pesado;
- Linhas de 20 a 50 lbs de n° 0.90 mm a 1.20 mm, 100 m multifilamento;
- Anzóis tipo circle hook (circulares) de 5/0 a 11/0;
- Pargueira.
Iscas:
- Camarões, filés de Lulas, pedaços de peixes como Sardinha e Bonito;
- Nas artificiais utilize as Jumping Jigs.
Dicas:
Procure usar iscas de lulas frescas em filés cortados em tirinhas. Apesar dos namorados possuírem pequenos e amolados dentes, não é necessário o uso de aço nos anzóis.
Deixar a chumbada da pargueira sempre no fundo, permanecendo com a linha tensionada para sentir as beliscadas dos peixes. Pequenas fisgadas muitas vezes são dadas por peixes grandes, porém manhosos. Ao sentir um peixe na linha, deixe lá por alguns instantes para que outros possam se fisgar nos anzóis que ainda estão com isca.
Prefere regiões de areia, mas também podem ser encontrados em áreas de rochas, corais ou cascalhos. Estão mais ativos no verão durante o dia e costumam frequentar áreas de parcéis.
Não economize no tamanho da isca. Use-as sempre inteiras e bem apresentadas no anzol, tomando o cuidado de não cobrir totalmente sua ponta.
Escolha dias com maré mais suave, ou seja, com pouca oscilação, o que geralmente ocorre no terceiro ou quarto dia das luas de quarto (crescente ou minguante).
Curiosidades:
Diz uma lenda brasileira que um pescador apaixonado quando capturava este peixe e oferecia-o à sua amada, e se o amor era mútuo, ela cozinhava o peixe e convidava-o para o jantar, dando assim o começo do namoro, daí vem o nome de Namorado.
Sua maturidade sexual é tardia atingida por volta dos cinco anos de idade.
São carnívoros, robustos e muito agressivos durante o dia, período em que estão se
alimentando, seu corpo alongado que favorece na velocidade quando atacam suas presas. Se alimentam de peixes pequenos, crustáceos e moluscos.
Muitas vezes confundido, com o peixe batata (Lopholatilus villarii) que também é chamado por alguns de namorado por apresentar características marcantes muito parecidas, como por exemplo, a distribuição de seus poucos espinhos e ausência de gordura.
Cação
O filhote de tubarão.
Nome científico: Carcarhinus ssp.
Cação é uma espécie de tubarão pequeno, há exemplares capturados medindo 1,5 m e pesando 40 kg. Sua expectativa de vida é de até 80 anos.
Onde pescar:
São encontrados em todo o litoral brasileiro.
Como pescar:
- Embarcados próximos à costa;
- Em espera, pesca de corrico e arremesso.
Equipamentos:
- Média/Média pesada;
- Linhas de 10 a 25 lbs, carretilhas ou molinetes com capacidade para armazenar 100 m de linha monofilamento com 0,40 mm de diâmetro;
- anzóis com tamanho variando entre 3/0 e 8/0, de preferência encastoados com arame de aço.
Iscas:
Sardinhas, Paratis, Betaras, Atum, Bonitos etc.
Dicas:
- Frequentam praias, costões e parcéis, onde vivem em constante movimento procurando alimento e pode-se pescar a espécie praticamente o ano todo.
- Para atrair os Cações, utilize de preferência ceva de pedaços de peixe sangrando, será eficiente, devido ao paladar carnívoro deste peixe.
- Para pescar Cações, uma boa dica é o uso de uma boia com aproximadamente 2 metros de linha abaixo, pois os cações nadam mais próximo da superfície da água.
- É preciso cuidado ao manusear esse peixe por causa dos dentes afiados, da força na mandíbula e sua pele áspera.
Curiosidades:
Cação não possuem ossos como os demais peixes, o seu esqueleto é formado por uma substância elástica e resistente chamada cartilagem.
Costuma-se dizer que: “Cação é o que a gente come e Tubarão é o que come a
gente”.
Geralmente chamamos o tubarão um peixe de grande porte que é considerado pouco comum em nosso litoral, já o cação é apenas o nome comercial do tubarão, ou seja, são peixes de pequeno porte e encontrados em abundância na costa brasileira. Porém a forma mais correta seria dizer que o cação é o “filhote de tubarão”. Muita confusão é feita, mas na verdade as duas denominações podem ser utilizadas.
A palavra Cação veio para o Brasil trazida pelos portugueses e foi citada inclusive na famosa carta que o escrivão Pero Vaz de Caminha mandou ao rei de Portugal, contando as novidades das novas terras descobertas pelos portugueses no ano de 1500.
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